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Departamento pessoal que mostra o custo real de cada contratação

Admissão, folha, férias, rescisão e eSocial em dia — e a conta completa de quanto custa cada pessoa antes de você assinar a contratação.

Departamento pessoal costuma ser tratado como rotina administrativa: processar a folha, gerar a guia, enviar o holerite. Em empresa de serviços, é mais do que isso. A folha é o maior custo da operação e, no Simples Nacional, é também o que define em qual anexo a empresa é tributada. Decidir como contratar é decidir quanto imposto pagar.

O que está incluído

  • Admissão completa: registro, contrato, exames, envio ao eSocial e orientação sobre a modalidade adequada.
  • Folha de pagamento mensal, com adiantamentos, benefícios, variáveis e descontos conferidos antes do fechamento.
  • Pró-labore dos sócios calculado com o INSS e o IRPF corretos, e coerente com o planejamento tributário.
  • Férias, 13º salário e provisões acompanhadas ao longo do ano, e não descobertas em dezembro.
  • Rescisões calculadas, com conferência das verbas e dos prazos legais.
  • eSocial, FGTS, contribuição previdenciária e demais obrigações do período transmitidas no prazo.
  • Controle do Fator R mês a mês, quando a empresa está no Simples Nacional.

As decisões que mais pesam

CLT, PJ ou prestador eventual

Cada modalidade tem custo, risco e efeito tributário diferentes. Contratar PJ para quem trabalha com exclusividade, horário e subordinação expõe a empresa a reconhecimento de vínculo — e o passivo aparece justamente quando a relação termina mal. A escolha certa depende da função, não do desejo de reduzir encargo.

Pró-labore: nem mínimo nem aleatório

Pró-labore muito baixo enfraquece a empresa perante o Fisco e reduz o Fator R; pró-labore alto demais paga INSS e IRPF desnecessários. O valor adequado sai do cruzamento entre a retirada real do sócio, a folha total e o regime tributário.

Benefício que parece barato

Vale, plano, bônus e ajuda de custo têm tratamentos distintos quanto a encargo e integração ao salário. Concedido sem critério, o benefício vira base de cálculo e custa mais do que parecia.

O custo real de um funcionário

Antes de cada contratação, calculamos o custo total: salário, encargos, FGTS, provisão de férias e 13º, benefícios, e o efeito da nova folha sobre o Fator R e a alíquota do Simples. O empresário decide com o número final na mão — e não com a estimativa que só considerava o salário.

Perguntas frequentes

Departamento pessoal: dúvidas frequentes

Na conta direta, costuma parecer. Na conta completa, nem sempre: contratar PJ para uma relação que tem subordinação, horário e exclusividade cria risco de reconhecimento de vínculo, com encargos retroativos e multa. Além disso, em empresa do Simples a folha CLT ajuda o Fator R e pode reduzir a alíquota. A comparação precisa incluir risco e efeito tributário, não apenas o valor pago por mês.

O Fator R é a razão entre a folha dos últimos 12 meses, incluindo pró-labore e encargos, e a receita bruta do mesmo período. Ao atingir 28%, determinadas atividades de serviço — entre elas o desenvolvimento de software — passam a ser tributadas pelo Anexo III, com alíquota inicial de 6%, em vez do Anexo V, que começa em 15,5%.

Havendo sócio que trabalha na empresa, existe a remuneração pelo trabalho, com incidência previdenciária. Distribuir apenas lucro e nunca pagar pró-labore é uma das inconsistências mais observadas em fiscalização. O valor adequado é definido junto com o planejamento tributário.

Sim. Admissões, alterações, afastamentos, folha e desligamentos são transmitidos nos eventos e prazos do eSocial. Prazo de evento de admissão, em especial, é anterior ao início do trabalho — por isso a comunicação da contratação precisa chegar antes, e não no dia.

Próximo passo

Antes da próxima contratação, faça a conta inteira

Salário é a menor parte. Encargos, provisões, benefícios e o efeito na alíquota mudam o número — e nós calculamos os quatro.

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